Nesses últimos tempos, mal tenho conseguido escrever.
Falar sobre sentimentos quando eles não são mais um desejo distante se torna tão pessoal a ponto de não parecer que realmente são nossos.
Mas quando li o texto da Gabi, parei pra pensar no quanto me faz falta às vezes sonhar novamente com o menino sem rosto, pois eu sempre sonhei colorido o bastante pra querer morar na minha mente.
Sinto saudades da menina que via patos azul metálico num lago de gelatina, sinto vontade de voltar a escrever sobre o meu cotidiano simples, pois ele era tão mais legal do que meus grandes sonhos reais.
Meus amigos (os poucos que não são imaginários) sempre me dizem que eu sou um desenho animado que vive como se estivesse encenando seu teatro mágico de cores infinitas.
Estava devendo pra alguns deles este texto.
Faz tempo que eu queria falar da princesinha Ana B. e sua rua cheia de brilhantes que ela fez para seu amor passar.
Escrever pro Leo e contar que muitas vezes eu dancei sozinha meus passos sem compasso, mas sempre movi minhas paixões pelas músicas que canto com eles. E são raros os quase amores que cantam junto. Fato.
Queria escrever sobre todas as pessoas que eu encontro e fazem parte de mim, pois são realmente poucas aquelas que me fazem achar um espaço no meu mundo encantado pra guardá-las lá.
Não falo muito do meu amor real, pois este que acorda todos os dias e divide o café e esquenta meus pés a noite faz parte do meu pensamento mais sincero da realidade.
Mas meus sonhos cheios de tinta acrílica amarela com bolinhas continuam fazendo parte deste acordar diário que é a vida. Só que agora tem alguém pra dividir a vista de concreto da janela do apartamento.
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Fave

1 comments:
Obrigada pelo comentário em meu blog, pelo elogio que só agora tive oportunidade de ler.
Obrigada mesmo.
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